Boa tarde, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

Notícia

Sindicalistas de Brusque protestam na Fiesc, em Florianópolis, contra retirada de direitos trabalhistas

Trabalhadores metalúrgicos de Brusque do Sintimmmeb (Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Brusque) foram até a capital catarinense nesta terça-feira, 16 de agosto, e formaram uma grande manifestação em frente a sede da Fiesc (Federação da Indústria de Santa Catarina), contra a retirada de direitos dos trabalhadores, garantidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Os brusquenses se juntaram aos mais de 2 mil manifestantes, vindos de sindicatos de trabalhadores de todas as regiões do Estado. O grande ato público ocorreu simultaneamente em diversas capitais do Brasil. Organizado pela Centrais Sindicais, o movimento se concentrou em frente a Udesc (Universidade Estadual de Santa Catarina) e se dirigiu até a sede da Fiesc.

O protesto no local é emblemático. No mês passado, O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga, sugeriu alterar a carga horária de trabalho para 80 horas semanais. Por conta dessa e de outras declarações de ameaças aos direitos do Trabalho e da intenção de setores empresariais de alterar as regras garantidas pela CLT, o manifesto se concentrou em frente a Fiesc, em Santa Catarina.

Simbolicamente, os manifestantes devolveram o ‘pato’ aos empresários, símbolo usado pela Fiesp em protestos recentes. Além disso, Governo, deputados e senadores intencionam alterar as leis que protegem os trabalhadores brasileiros. E é exatamente contra projetos como esses que trabalhadores de todo país protestaram nesta terça.

“O movimento Sindical está unido. Todas as nossas bandeiras estão unificadas. Vamos defender os trabalhadores brasileiros contra o ataque feroz que a CLT vem sofrendo do setor mais abastado do país: políticos descompromissados com a população e a classe empresarial ambiciosa, que visa o lucro a qualquer pena. Mesmo que em detrimento do povo mais pobre, mais sofrido. E nós, do movimento sindical, como um todo, não vamos permitir que isso ocorra. Se preciso, iremos construir uma grande greve nacional, geral, para que essas pessoas entendam que com os direitos trabalhistas conquistados, não se mexe”, disse o secretário geral do Sintimmmeb, Jorge Luiz Putsch.  

Bandeiras trabalhistas

Os sindicalistas são contra a reforma da previdência, que prejudica os trabalhadores rurais e da cidade, contra projetos que limitam direitos garantidos, aumento da jornada legal de trabalho prevista na CLT, de 44 horas semanais, contra privatização de empresas públicas, retirada de investimentos nos setores da Saúde e Educação, contra a corrupção e sonegação de impostos.   

Os trabalhadores defendem, ainda, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, diminuição da taxa de juros para viabilizar a retomada do crescimento industrial, cobra mais investimentos públicos em infraestrutura produtiva, social e urbana e a retomada e ampliação de investimentos no setor de energia.

A ato público foi organizado e coordenado pelas Centrais Sindicais do Estado Força Sindical, CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil), CUT (Central Única dos Trabalhadores), Conlutas (Central Sindical e Popular), Intersindical, NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) e UGT (União Geral dos Trabalhadores).  

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