Bom dia, Sexta-Feira, 15 de Dezembro de 2017

Notícia

Metalúrgicos e demais sindicatos de trabalhadores realizam ato público contra reformas Trabalhista e da Previdência

O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Brusque (Sintimmmeb), juntamente com os demais sindicatos que integram o Fórum Sindical de Trabalhadores de Brusque e Região, realizaram na tarde desta quarta-feira, 15 de março, uma grande manifestação nas ruas do Centro de Brusque contra as reformas Trabalhista e da Previdência.

A manifestação ocorreu na Praça Gilberto Colzani (ao lado do terminal urbano de Brusque). As lideranças sindicais discursaram sobre os principais pontos das reformas e expuseram os malefícios das mudanças para os trabalhadores. Em seguida, foi aberto espaço para os presentes também se manifestarem. Cerca de 200 pessoas participaram do ato público.

Previdência

Os sindicatos se posicionam contra as reformas propostas pelo Governo Federal e que estão em discussão no Congresso Nacional, que tratam de mudanças na lei trabalhista e das normas da Previdência Social, através da PEC (Proposta de Emenda à Constitucição) 287. As manifestações deste dia 15 ocorreram em diversas cidades em todo país e fazem parte da mobilização nacional da classe trabalhadora que luta contra retirada de direitos dos trabalhadores.

O Sintimmmeb entende que o Governo distorce os dados da Previdência e que as informações sobre o ‘suposto’ rombo nas contas são enganosas. “A Seguridade Social não é deficitária. Ao contrário. Em 2015, por exemplo, a Seguridade Social fechou em R$ 23 bilhões (dados da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal) positivos. O Governo usa a DRU (desvinculação de Receitas da União) e retira recursos da Previdência pra pagar juros de dívida pública. E não é justo impedi quer milhões de brasileiros tenham acesso à aposentadoria porque não usa o dinheiro para o destino certo. O trabalhador não pode pagar essa conta”, comentou o vice-presidente do Sintimmmeb, Eduardo de Souza.

Legislação Trabalhista

Sobre a reforma trabalhista, alguns itens serão extremamente prejudiciais. Como, por exemplo, aumento da jornada de trabalho acima do que CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) permite, onde se trabalhará até 12 horas por dia, com limite de 220 horas semanais. Outro ponto é a flexibilização da remuneração por produção, que deixa o trabalhador à disposição do patrão sem garantia de vínculo empregatício, nem valor mínimo de remuneração.

Tem ainda o aumento do período de contrato de experiência de 90 para 120 dias, prorrogáveis para mais 120, o que aumentará a rotatividade nas empresas e deixará o salário, que já não é o ideal, ainda mais deficitário, entre outros itens que anulam a proteção da lei trabalhista.

“O movimento sindical não vai permitir que décadas de lutas e conquistas trabalhistas sejam dizimados dessa forma. Essa mobilização é para alertar a população contra as falácias do Governo e dos políticos contra a CLT e a Previdência. Hoje, as empresas devem mais de R$ 400 bilhões à Previdência. Exigimos um basta às regalias aos grandes conglomerados empresariais, a sonegação de impostos e aos ataques aos  direitos dos trabalhadores. Se for preciso, não descartamos uma paralização geral”, afirmou o presidente do Sintimmmeb, José Isaías Vechi. 

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