Boa tarde, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

Notícia

Trabalhadores tomam as ruas de Brusque contra as reformas trabalhista e da previdÍncia

O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Brusque (Sintimmmeb) e os onze sindicatos que compõem o Fórum Sindical de Trabalhadores de Brusque realizaram nesta sexta-feira, 28 de abril, uma grande manifestação contra as reformas trabalhista e da previdência, proposta pelo Governo. O ato unificado fez parte de uma mobilização nacional, de paralisações e greves, realizadas em diversas capitais brasileiras e centenas de outras cidades.

As movimentações em Brusque iniciaram bem cedo. Das 4 horas da manhã até às 5h30, o terminal de ônibus do município teve as atividades paralisadas. Por volta das 9 horas, os manifestantes caminharam pelas ruas do Centro e, em seguida, entraram nos bancos Bradesco e Caixa Econômica Federal, onde o atendimento foi paralisado por meia hora.

De tarde, mais de 500 trabalhadores realizaram uma passeata pelas ruas do Centro, entre elas, a mais movimentada da cidade, a Avenida Cônsul Carlos Renaux. Após cerca de uma hora de passeata, a mobilização encerrou na Praça Gilberto Colzani, ao lado do terminal urbano de ônibus.

“A nossa luta é pelo direto de todos os trabalhadores brasileiros. Queremos chamar a atenção dos políticos: senadores, deputados federais, do Governo Federal. E demos o nosso recado. Os trabalhadores não aceitam, de forma alguma, que a legislação trabalhista, a nossa CLT (Consolidação das Leis de Trabalho) e a Previdência sejam extintos. Vamos resistir, vamos lutar, vamos impedir que os brasileiros tenham seus direitos dizimados dessa forma”, expressou o presidente do Sintimmmeb, José Isaías Vechi.  

Previdência

O Governo argumenta que a Previdência dá prejuízo. Porém, dados da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal atestam que, em 2015, por exemplo, a Seguridade Social (Previdência, Saúde e Assistência Social) fechou em R$ 23 bilhões positivos. Além disso, com a DRU (Desvinculação de Receitas da União), 30% da receita do setor é destinada a pagar os juros da dívida pública. No ano passado, de acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a dívida das empresas com a Previdência chega a R$ 400 bilhões. Entre as principais devedoras está a JBS, segunda maior empresa de alimentos do mundo e a Caixa Econômica Federal.

“Sabemos que o Governo distorce os dados e informações sobre a Previdência. Enganam a população a fim de defender interesses do setor privado, bancos, que lucram bilhões da dívida pública e de grandes empresas sonegadoras de impostos. E os trabalhadores que tem de pagar essa conta? Não iremos permitir essas maldades com os trabalhadores brasileiros”, disse o vice-presidente do Sintimmmeb, Eduardo de Souza.

Reforma trabalhista

As mudanças irão provocar aumento significativo na jornada de trabalho, acima do que CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) permite, onde se trabalhará até 12 horas por dia, com limite de 220 horas mensais. Outro ponto é a flexibilização da remuneração por produção, que deixa o trabalhador à disposição do patrão sem garantia de vínculo empregatício, nem valor mínimo de remuneração.

Tem ainda o aumento do período de contrato de experiência de 90 para 120 dias, prorrogáveis para mais 120, o que aumentará a rotatividade nas empresas e deixará o salário ainda mais deficitário. As mudanças irão sucatear as relações de trabalho, desproteger os trabalhadores, os salários serão ainda mais arrochados e férias e jornada regular ameaçadas, além de rescisões sem qualquer garantia, entre muitos outros pontos prejudiciais.

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