Boa tarde, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

Notícia

Manifestantes paralisam BR 470 e BR 101, em Navegantes, em protesto contra as reformas trabalhista e da PrevidÍncia

Diretores do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Brusque (Sintimmmeb) aderiram, juntamente com lideranças sindicais que representam os trabalhadores da região, ao ato público, nesta sexta-feira, 30 de junho, em Navegantes, em repúdio às reformas trabalhista e da Previdência, proposta pelo Governo Federal e em trâmite no Congresso Nacional. Cerca de 300 manifestantes estiveram no ato. 


Por volta das 5h30, o grupo interrompeu, por aproximadamente uma hora, o tráfego no trecho de Navegantes da BR 470, altura do KM 8. A polícia militar chegou ao local e tentou dispersar as pessoas com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Após negociação com a Polícia, o trânsito foi liberado e os manifestantes se dirigiram em passeata até a BR 101.

Às 8 horas o trânsito na rodovia federal também ficou parado, por cerca de 30 minutos. Novamente, a Polícia Militar atacou as pessoas que protestavam pacificamente com balas de borracha, bombas de efeito moral e gás de pimenta, até que o grupo se dispersou. Duas pessoas foram detidas e levadas para a Delegacia de Polícia Civil de Itajaí.  

“É inadmissível aceitar esse desmonte na legislação trabalhista, onde o único beneficiado é o setor empresarial. Desproteger e desumanizar os trabalhadores não é modernização. E essa tal ‘modernização’ é um pretexto fajuto para fragilizar o já fragilizado trabalhador brasileiro, que vive à mercê de uma classe política desmoralizada. E um Governo, onde toda a alta cúpula está enlameada em graves denúncias de corrupção, malas de propina, encontros espúrios na calada da noite e onde um presidente é formalmente denunciado pela Procuradoria Geral da República por corrupção não tem legitimidade, nem credibilidade de reformar absolutamente nada. E quanto à ação desmedida da polícia, condenamos os atos de violência, visto que protestávamos pacificamente”, comentou o vice presidente do Sintimmmeb Eduardo de Souza.

As manifestações ocorreram em todo país e foram organizadas pelas Federações de Trabalhadores, Centrais Sindicais, Sindicatos e Movimentos Sociais. Em Santa Catarina, as mobilizações foram regionalizadas, como as que aconteceram nas regiões de Blumenau, Florianópolis, Chapecó e de Navegantes.

Reforma Trabalhista

As mudanças irão provocar aumento significativo na jornada de trabalho, acima do que CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) permite, onde se trabalhará até 12 horas por dia, com limite de 220 horas mensais. Outro ponto é a flexibilização da remuneração por produção, que deixa o trabalhador à disposição do patrão sem garantia de vínculo empregatício, nem valor mínimo de remuneração.

Tem ainda o aumento do período de contrato de experiência de 90 para 120 dias, prorrogáveis para mais 120, o que aumentará a rotatividade nas empresas e deixará o salário ainda mais deficitário. As alterações, caso aprovadas, vão sucatear as relações de trabalho, desproteger os trabalhadores, os salários serão ainda mais arrochados e férias e jornada regular ameaçadas, além de rescisões sem qualquer garantia, entre muitos outros pontos prejudiciais.

O texto da reforma trabalhista já passou pela Câmara dos Deputados e também já foi aprovada em duas das três comissões no Senado Federal e deverá ir ao plenário para votação na semana que vem. Se aprovada no Congresso, deverá ser sancionada pela Presidência da República.

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