Metalúrgicos de Brusque participam de movimento unificado contra Reforma da Previdência

Metalúrgicos de Brusque participam de movimento unificado contra Reforma da Previdência
14/06/2019 14:35:48 + A - A

O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Brusque participou nesta sexta-feira, 14 de junho, em Blumenau, do movimento contra a Reforma da Previdência, que está em tramitação no Congresso Nacional e também contra os cortes no setor da Educação no país. O ato ocorreu em frente ao Teatro Carlos Gomes, no Centro de Blumenau e reuniu lideranças da região, movimentos sociais e estudantes.

Às 10 horas, lideranças falaram aos presentes e explicaram pontos da reforma. Em seguida, os manifestantes seguiram em passeata por algumas ruas do Centro por cerca de uma hora e retornaram à frente do Teatro Carlos Gomes. O ato unificado também ocorreu em centenas de cidades ao redor do Brasil.

Entre os principais pontos da reforma da Previdência está o fim da aposentadoria por tempo de contribuição, mudança das regras do cálculo do valor, que irá diminuir o valor do benefício, aumento do tempo mínimo de contribuição de 15 para 20 anos, redução dos valores do BPC – Benefício de Prestação Continuada pago a idosos pobres e pessoas com deficiência, diminuição do pagamento da pensão por morte para viúvos ou órfãos, de 100% para 60% com um dependente, entre outros.

Um relatório realizado pelo Senado Federal, em 2017, apurou que as empresas privadas devem mais de R$ 450 bilhões à Previdência. Para efeito de comparação, o déficit da Previdência divulgado em 2018 é de R$ 195 bilhões. A dívida é mais de duas vezes o valor do déficit.

“O texto da reforma vai prejudicar, principalmente, os mais pobres e a classe média. A solução para o ajuste das contas públicas é taxar as grandes fortunas, parar de dar incentivos fiscais pra quem não precisa e cobrar dos grandes conglomerados empresariais as dívidas que têm com a própria Previdência. Somos contra a reforma por isso. A população não pode arcar com os privilégios dos super ricos, enquanto os trabalhadores vão morrer sem se aposentar e os que, por ventura, conseguirem, não receberão o suficiente suprir suas necessidades básicas”, comentou o presidente do Sintimmmeb, Eduardo de Souza. 

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