Sintimmmeb reforça luta pelas 40 horas na 6ª Marcha dos Catarinenses

08/21/2026 | 15:31

Presidente Eduardo de Souza destaca participação da diretoria na mobilização e convoca trabalhadores a fortalecerem a pressão pela votação da PEC que põe fim à escala 6×1

Doze anos depois da última edição, a Marcha dos Catarinenses voltou às ruas de Florianópolis. Entre os cerca de 3 mil participantes de diferentes regiões e categorias estavam os integrantes da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Brusque e Guabiruba (Sintimmmeb).
Realizada na terça-feira, 18 de agosto, a 6ª Marcha dos Catarinenses teve como lema “Do campo à cidade, quem constrói Santa Catarina é a classe trabalhadora”. A concentração ocorreu no Parque da Luz e a caminhada percorreu as ruas centrais da Capital até a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
Construída pelas centrais sindicais e por movimentos sociais e populares, a mobilização levou às ruas diferentes reivindicações relacionadas aos direitos trabalhistas e sociais, aos serviços públicos, à agricultura familiar, ao combate à violência contra as mulheres e à defesa das comunidades tradicionais.
Entre as principais bandeiras esteve o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial. O Sintimmmeb participou da Marcha com faixas, cartazes e uma mensagem que representa uma reivindicação histórica dos metalúrgicos de Brusque e Guabiruba.
A participação do sindicato na mobilização é o tema desta edição da série Tá no Acordo. No vídeo, o presidente do Sintimmmeb, Eduardo de Souza, relata a importância da Marcha e chama a atenção para o momento decisivo vivido por essa pauta no Congresso Nacional.
Uma luta que atravessa décadas
Segundo o presidente do Sintimmmeb, a última redução da jornada de trabalho no Brasil ocorreu com a Constituição de 1988, quando o limite semanal passou de 48 para 44 horas. Naquele período, o movimento sindical já defendia a jornada de 40 horas, luta que permaneceu presente nas campanhas, mobilizações e negociações coletivas realizadas desde então.
Após quase quatro décadas, a pauta voltou ao centro do debate nacional. A PEC 221/2019, aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, estabelece a redução progressiva da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado por semana e proíbe qualquer redução salarial.
A proposta está no Senado. Em agosto, o presidente da Casa anunciou seu encaminhamento às comissões competentes, mas ainda não há data definida para a votação. Para o Sintimmmeb, a mobilização precisa continuar para que a matéria avance, chegue ao Plenário e seja analisada pelos senadores.
Eduardo destaca o papel dos trabalhadores e trabalhadoras nesse processo. A participação da categoria, o diálogo nos locais de trabalho, o compartilhamento de informações e a cobrança aos representantes no Senado são fundamentais para manter a pauta em evidência.
“O fim da escala 6×1 e a jornada de 40 horas representam mais tempo para a família, o descanso, a saúde e a vida fora do trabalho. O Sintimmmeb seguirá ao lado da categoria e do movimento sindical brasileiro na defesa dessa conquista”, reforça.

Assista à nova edição do Tá no Acordo e ajude a fortalecer essa luta:

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